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Programa Vale Música abre período de inscrições

A Fundação Amazônica de Música, realizadora do Programa Vale Música, que tem patrocínio da Vale e Ministério da Cultura, via Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), abrirá inscrições no período de 2 a 15 de janeiro de 2019 para novos alunos com idades entre sete e nove anos. As inscrições acontecerão na sede da FAM localizada na Av. Magalhães Barata, 1022 (entre 14 de Abril e Castelo). As crianças devem ser estudantes da rede pública de ensino ou bolsista de escolas privadas. As inscrições são gratuitas e a criança não precisa saber tocar algum instrumento.

Para fazer parte do Programa Vale Música é necessário levar os seguintes documentos, no ato da inscrição:

Criança –

  • Cópia RG
  • Cópia CPF
  • Comprovante de matrícula em escola pública ou, para a criança que é bolsista em escola particular, comprovante de aluno bolsista
  • Foto 3×4 atual da criança.

Pais ou Responsável Legal –

  • Cópia RG, cópia CPF
  • Cópia PIS/PASEP
  • Comprovante de residência atual

Os horários para realizar as inscrições são: de 9 horas às 11 horas e de 15 horas às 17 horas, o telefone para contato é 3347-0505. Não é necessário levar a criança no ato da inscrição, basta levar os documentos exigidos da criança e pais ou responsável legal.

Após se inscrever no Programa Vale Música, as crianças fazem um teste de coordenação motora, onde será observado sua movimentação corporal e percepção musical. “Não é necessário a criança já saber tocar um instrumento para efetuar a inscrição, o teste é realizado apenas para sabermos se a criança está apta corporalmente e se manifesta interesse pela música”, explica Izabel Boulhosa, do Vale Música.

No mês de fevereiro de 2019, as crianças iniciam as aulas entrando, primeiramente, para o Coral Infanto-juvenil Vale Música e Grupo de Flauta Doce Vale Música, onde recebem aulas de musicalização.

Coral Infanto-Juvenil Vale Música – o Coral é regido pela Profª Eliane Fonseca. O repertório do Coral é eclético, variando do clássico ao popular e inclui músicas em espanhol, inglês, francês, japonês, latim, italiano e português, já tendo se apresentado em grandes eventos da nossa cidade, com destaque para as apresentações no Círio de Nazaré; na Féte de La Musique (promovido pela Aliança Francesa); na Cerimônia dos 100 anos da Imigração Japonesa ao Brasil; como convidados em apresentações especiais no Theatro da Paz, nas festividades natalinas, do Ministério Público e do Tribunal de Contas dos Municípios, entre outros.

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As crianças e adolescentes do Coral Vale Música integram o elenco da Ópera Infanto-Juvenil “O Viajante das Lendas Amazônicas”, apresentada no Pará em Belém (Teatro da Paz) e no Ginásio Poliesportivo de Marabá, assim como no Palácio das Artes, em Belo Horizonte-MG, no Teatro Nacional de Brasília e no Municipal do Rio de Janeiro.

Dentro do programa, há vários estágios e etapas de aprendizagem, como o Coral Infanto-Juvenil, o Conjunto de Flauta Doce; o Grupo  Gito de Percussão, a Banda Sinfônica; o Grupo de Percussão de Câmara, a Orquestra de Violinos, além da Orquestra Jovem Vale Música.

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O Programa Vale Música é realizado pela FAM, desde 2004 e, atualmente conta com o patrocínio da Vale, via Lei Rouanet. Completamente gratuito, o Programa atende a mais de 250 crianças e jovens, da rede pública de ensino de Belém e Região Metropolitana e, tem como objetivo o ensino da música, dando-lhes a oportunidade de acesso à cultura musical e à futura profissionalização.

 

 

texto: May Ribeiro

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Orquestra Jovem Vale Música e Carmen Monarcha no “Da Paz”

A Orquestra Jovem Vale Música (OJVM) se apresenta  com a cantora lírica paraense Carmen Monarcha, no dia 22 de dezembro (sábado), às 20 horas, no Theatro da Paz, com entrada franca. O evento “Volta ao Mundo da Música” é produzido pelo Grupo RBA e faz parte do projeto Vale Música In Concert,apoiado pela Vale.

A OJVM integra o Programa Vale Música, que é realizado pela Fundação Amazônica de Música (FAM) com patrocínio da Vale e Ministério da Cultura, via Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet). A retirada dos ingressos poderá ser feita a partir das 9 horas do dia 22/12, na bilheteria do Theatro da Paz, enquanto tiver ingressos disponíveis ou pelo site www.ticketfacil.com.br (com taxa de conveniência do site a R$ 2 por ingresso). Maiores informações: 4009-8758.

Repertório – A Orquestra Jovem Vale Música interpretará os trechos da Ópera Carmem de Georges Bizet: Abertura, Seguidille e Habanera; a Abertura da Ópera “O Barbeiro de Sevilha”, de G. Rossini; O Mio Babbino Caro da Ópera “Gianni Schichi”, de G. Puccini; Vozes da Primavera, de J. Strauss; Batuque, de O. L. Fernandez e Floresta do Amazonas e o Epílogo, de H. Villa Lobos.    

“As composições escolhidas são muito especiais, as óperas são brilhantes. O grande ápice deste repertório, será quando tocarmos os compositores brasileiros, mais especificamente os paraenses. Esse momento será de grandiosidade orquestral e proeza vocal, com a participação de Carmen”, adianta o maestro da OJVM, Miguel Campos Neto.

A Orquestra Jovem Vale Música já se apresentou junto com a cantora Carmem Monarcha (solista da Orquestra do maestro André Rieu), nas cidades de São Paulo e Campos do Jordão, na 49ª edição do Festival de Inverno de Campos do Jordão, um dos festivais de músicas mais importantes da América Latina.

Sobre os jovens da OJVM, a cantora afirma, “Fiquei muito orgulhosa de ver que o trabalho realizado com eles é muito sério e como já, em tão pouca idade, apresentam um som tão maduro. Apresentar-me com eles novamente, agora no seio musical de Belém, vai ser uma alegria e emoção muito grande”.

OJVM – Integrando Música, programa criado em 2004, a Orquestra Jovem Vale Música nasceu em janeiro de 2010, tem em sua formação 70 alunos, com idades entre 12 e 23 anos, todos provenientes da rede pública de ensino de Belém e região metropolitana. Seu Regente é o Maestro Miguel Campos Neto. O repertório da Orquestra inclui peças eruditas e populares, dando ênfase ao caráter didático musical. A Orquestra já se apresentou em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Amazonas, Maranhão, Ceará, Pernambuco e Distrito Federal.

Vários músicos oriundos do projeto já se profissionalizaram e compõem hoje o quadro da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz, evidenciando o celeiro de talentos que o Programa se tornou, enriquecendo assim o mercado da música erudita. Miguel Campos Neto, que rege a OJVM desde a sua criação, fala sobre as os jovens que lidera.  “A primeira característica que permeia esse grupo, é o talento. São pessoas extremamente esforçadas, perseverantes, estudiosas e cheias de energia. Eu espero que eles tenham no futuro, o mesmo que eu, ou seja, suas vidas repletas de música e, que se realizem como profissionais”, diz Campos Neto.

“Sempre estão entrando novos jovens, que saem da Orquestra para atingir outros objetivos. Alguns tornam-se músicos profissionais e integram outras orquestras, alguns estudam música em universidades do Brasil e até mesmo em outros países e, outros que não seguiram na área da música, mas que absorveram todo o conhecimento artístico e os princípios e valores éticos que também são ensinados no Vale Música, que lhes ajudaram nas profissões que escolheram”, completa o maestro.

Carmem – Soprano paraense de personalidade artística marcante, a cantora lírica iniciou seus estudos no conservatório Carlos Gomes em Belém-PA e formou-se em Solo Singing Performance no Conservatorium van Hogeschool Maastricht, na Holanda. Carmen perfeiçoou-se posteriormente na Alemanha e Áustria.

Durante sua carreira ganhou vários prêmios nacionais e internacionais, dentre eles o primeiro lugar no concurso internacional de canto lírico Bidu Sayão. Tem participação ativa nos principais festivais de ópera e de música clássica do Brasil e ficou conhecida pelo grande público como uma das solistas do regente André Rieu & Johann Strauss Orchestra em suas turnês por mais de 50 países.  

Carmen conta sobre sua expectativa para a noite da apresentação com os jovens da OJVM. “ A música é uma arte viva e orgânica! Ter essa formação de novos músicos em Belém e no Brasil é fundamental para a nossa evolução cultural, por isso espero contar com a presença de todos para prestigiar essa noite linda de música, ao lado da Orquestra, que promete fazer uma apresentação mágica e comovente”, diz a cantora.

Miguel – O maestro da OJVM, Miguel Campos Neto é um paraense notável no cenário da música nacional e internacional pela sua experiência como regente. Neste ano, ele se apresentou em turnê nacional e internacional que incluiu concertos nos EUA e Hungria.

Diplomado em regência pela Mannes College of Music de Nova York, Campos Neto é regente titular da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz, da Orquestra Sinfônica Altino Pimenta (UFPA), da Orquestra Jovem Vale Música e da Orquestra Sinfônica Wilson Fonseca (Santarém). 

Como convidado, ele já regeu orquestras nacionais e internacionais como: Orquestra Sinfônica de Puerto Rico, Orquestra Sinfônica de Mulhouse (França) Savaria Symphony (Hungria), Os Solistas de Câmara da Universidade de Missouri (EUA), e as orquestras de Mato Grosso, Rio Grande do Norte, Amazonas, Theatro São Pedro (SP), Teatro Nacional (Brasília), Heliópolis (SP), Experimental de Repertório (SP), Municipal de Campinas e Sinfônica da UNICAMP.

Maiores informações: 3347-0505

Trio de sopro se apresenta com entrada franca

A Fundação Amazônica de Música tem o prazer em convidar a todos para a apresentação do Grupo Terzetto Timbres, que acontecerá no dia 11 de dezembro (terça-feira), às 16h30, na Sala Augusto Meira Filho-Arte Doce Hall (Av. Magalhães Barata, 1022 – entre 14 de abril e Castelo), com entrada franca.

O concerto terá como repertório obras de A. Vivaldi, G. M. Cambini, S. Yokoyama e J. Rongten. O trio nasceu com o objeto principal de manter um grupo de câmara ativo no cenário musical erudito de Belém.

Os músicos Ayron Yves, Victor Vasco e Sergio Galisa, que tocam flauta transversal, oboé e fagote, respectivamente, uniram forças para apresentar, em Belém, concertos de formação camerística que ainda não são muito exploradas na capital paraense. Os três integrantes do Trezetto Timbres tocaram juntos no Vale Música, realizado pela Fundação Amazônica de Música, programa patrocinado pela Vale e Ministério da Cultura, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet). Eles também tocavam juntos na Orquestra Jovem Vale Música – OJVM e Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz OSTP, onde são integrantes até hoje.

“Nós tocamos juntos desde sempre, por anos na orquestra jovem e agora participamos da mesma orquestra como profissionais. Isso proporcionou uma intimidade musical muito boa”. Conta Ayron Ives.

Ainda sobre como é a relação entre os três, Sergio Galisa, o fagoteiro do grupo, analisa. “Por conta do tempo tocando juntos, tudo flui com mais sintonia, pois podemos falar o que achamos à vontade”, completa Sergio.

Sobre o repertório escolhido para a apresentação, Victor afirma. “Nós queríamos achar músicas de todos os períodos. Tocaremos composições do estilo Barroco, do Classicismo e também do período Moderno (séc. XX) e Contemporâneo, ou seja, a apresentação terá uma sequência cronológica”, explica o músico.

Os jovens integrantes do Trezetto contam que o primeiro contato com a música foi diferente para cada um.

“A música surgiu por acaso na minha vida. Eu era praticante de capoeira na Aldeia Cabana e tinha ido para um dia de aula normal, até que dois profissionais chegaram com as crianças e fizeram testes de aptidão musical para um projeto (que é Vale Música). Fui selecionado e desde então meu foco é a música, conta Sergio Galisa, que está com 25 anos. “Eu comecei a estudar música por curiosidade, eu via meu pai tocar guitarra em casa. Quando eu estava no ensino fundamental, vi uma flauta doce na mochila de um colega de classe e perguntei para ele como podia aprender a tocar. Desde criança, já passei por alguns projetos sociais voltados para a música até chegar ao Vale Música, onde conheci os outros integrantes do nosso grupo”, lembra Ayron, que está com 26 anos. “Já eu, tive o privilégio de meus pais terem estudado música e ensinado para mim e para meu irmão. Quando nos mudamos do interior para Ananindeua, meu pai passou em frente ao prédio onde acontece o Vale Música e viu que ia ter um teste. Aí, eu e meu irmão fizemos, passamos e entramos no coral infanto-juvenil e depois escolhi o oboé como instrumento para me profissionalizar”, conta Victor, o mais novo do Trezetto, com 22 anos.

Maiores informações: 3347-0505

OJVM no 8° Festival Música na Estrada

A Fundação Amazônica de Música convida a todos para assistirem ao recital da Orquestra Jovem Vale Música (OJVM) com a pianista carioca Sylvia Thereza, no dia 23 de novembro (sexta-feira), às 20 horas, no Theatro da Paz, com entrada franca. A apresentação, que terá o tema “Noite Beethoven”, faz parte do 8° Festival Música na Estrada, apresentado pela Caixa Seguradora, realizado pelo Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura (através da Lei Rouanet) e da Kommitment Produções Artísticas e com o apoio da Secult e Governo do Pará.

Os ingressos poderão ser retirados na bilheteria do Theatro da Paz. Para maiores informações. Maiores informações: 4009-8758.

A OJVM, que integra o Programa Vale Música, realizado pela Fundação Amazônica de Música (FAM) com patrocínio da Vale e Ministério da Cultura, via Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) foi convidada para se apresentar ao lado da pianista carioca, radicada na Bélgica. 

 Repertório – O concerto terá como tema “Noite Beethoven” e trará a Sonata para Piano N°23, Op. 57, “Apassionata” e os Concertos N° 2 e 4 para Piano e Orquestra, todas peças do compositor alemão. A Orquestra será regida pelo maestro Miguel Campos Neto. 

Festival – O Festival Música na Estrada tem como objetivo promover a acessibilidade, formação de plateia e aprimoramento musical através do intercâmbio e da valorização de conteúdos artísticos de várias regiões do país. Considerado um dos projetos mais relevantes no norte do país e já incorporado ao calendário de muitas cidades, a 8ª edição do Festival ocorrerá no período de novembro de 2018 a abril de 2019 nas cidades de Boa Vista, Belém, Manaus, Brasília e Porto Velho. A programação artística privilegiará a música clássica, oferecendo também artes cênicas e música instrumental, em paralelo às tradicionais oficinas de música, dança e master classes. Esta é a quarta vez que o evento acontece em Belém. A programação, dias e horários das apresentações estão disponíveis no site: http://musicanaestrada.art.br.

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Coral Vale Música canta na apresentação do manto de Nazaré

A Fundação Amazônica de Música tem o prazer em convidar a todos para a apresentação do Coral Infanto-Juvenil Vale Música, após a apresentação do manto da imagem de Nossa Senhora de Nazaré (ás 18 horas). O Coral irá cantar músicas com temas nazareno. A apresentação acontecerá no dia 11 de outubro (amanhã), às 19 horas, no Centro Arquitetônico de Nazaré – CAN, em frente à basílica. O programa Vale Música é uma realização da Fundação Amazônica de Música (FAM) com patrocínio da Vale e Ministério da Cultura, via Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

Músicas – As músicas escolhidas para a noite foram Ave Maria (Fafá de Belém), Círio outra vez, Lírio Mimoso, Maria de Nazaré, O Círio, A escolhida, Senhora da berlinda, Nossa Senhora, Ave Maria n. 1 (Wilson Fonseca), Ave Maria n. 4 (Wilson Fonseca), Ave Maria (Schubert) e Halleluja.

Para o professor de violino do Vale Música, Ronaldo Sarmanho, “será um momento de extrema alegria ver as crianças envolvidas nesse momento de fé. É um ato de amor para com os fies e para com essa manifestação da nossa cultura paraense”.

Encerramento – No repertório, foram interpretadas as músicas Ave Maria, Círio outra vez, O Círio, A escolhida,  , Maria de Nazaré, Pout pourri de negro spiritual, Superfantástico, Faça uma careta, Meus País, Swing dos pássaros, Ande onde for, De papel da cor do céu, Bonse Aba, Samba de Maria Luiza e   .
A regência do Coral Vale Música foi de Eliane Fonseca, com o acompanhamento ao piano de Ediel Souza. 

 

Texto: Mayave Ribeiro

Jovens do Vale Música participam de master class de clarinete

A Fundação Amazônica de Música recebe o clarinetista paulista Edmilson Nery, para ministrar masterclass nos dias 17 a 21 de outubro no Arte Doce Hall (Av. Magalhães Barata, 1022 – entre 14 de abril e Castelo). Esta iniciativa, que tem como objetivo trazer grandes músicos para ministrar aulas ás crianças e jovens, faz parte do Programa Vale Música, realizado pela Fundação Amazônica de Música, com patrocínio da Vale e Ministério da Cultura, via Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet). 

30572175_2006769189584938_5704820568956600320_nEdmilson iniciou seus estudos de clarinete em 1978, na Escola Municipal de Música de São Paulo. O músico integrou o Quinteto de Sopros de Gramado, Nery também atuou como Primeiro Clarinetista na Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP) de 1981 a 2004, nesse período se apresentou em vários concertos internacionais tais como: Balé Bolshoi no Theatro Municipal de São Paulo e com o violonista Paco de Lucia no Memorial da América Latina entre outros. Com a OSESP participou do concerto de inauguração da Sala São Paulo e de várias turnês pela América Latina, Estados Unidos e Europa, tocando nas principais salas de

Ele também já foi Primeiro Clarinetista em importantes Orquestras tais como: Orquestra Nova Sinfonietta e Orquestra Nova Filarmonia. Em 1999 foi indicado como “Melhor Solista Instrumental” ao Prêmio Carlos Gomes de Música Erudita. Recebeu o “Prêmio Especial ao Mestre” no Sexto Prêmio Weril para Solistas de Instrumentos de Sopro. 

João Marcos Palheta, 20 anos, que toca clarinete na Orquestra Jovem Vale Música e é um dos alunos do Programa Vale Música que assistirá o máster class, sobre ter aulas com um professor como Edmilson ele conta.  “Ele é uma das referências do clarinete no Brasil e no mundo, entrou na OSESP  com 19 anos e integra um  dos grupos de clarinete de maior influência no meio musical, o Grupo Sujeito a Guincho. Ele consegue trazer a prevalência da música como objeto da aula, não apenas a técnica”, diz João. “Edmilson apresenta diversos caminhos para o aluno chegar ao bom resultado musical”, completa.

Edmilson é presença constante como professor em importantes festivais de música tais como os de Curitiba, Itú, Poços de Caldas, Brasília e Campos do Jordão. Atualmente é Professor de Clarinete no Instituto Baccarelli e Professor de Clarinete e Música de Câmara na Escola de Música do Estado de São Paulo (EMESP). 

Atua na área de Workshop e MasterClass (Técnica & Expressividade, Metodologia de estudo, Sonoridade, Interpretação, Repertório, Excertos Orquestrais, Performance e Técnicas de Raspagem em palhetas) e é responsável pelo  Atellier Edmilson Nery, onde ministra aulas particulares, orientação para grupos de câmara, trabalhos de restauração e reformas em clarinetes.

Maiores informações: 3347-0505

 

Texto: Mayave Ribeiro

Maria Helena Andrade: elegância e experiência ao piano

            

A Fundação Amazônica de Música tem o prazer em convidar a todos para a próxima apresentação de recital da pianista paraense Maria Helena Andrade que acontecerá no dia 12 de outubro (sexta-feira), às 19 horas, com entrada franca, na Sala Augusto Meira Filho-Arte Doce Hall (Av. Magalhães Barata, 1022 – entre 14 de abril e Castelo). A pianista irá interpretar composições do estilo barroco ao choro, o repertório incluirá J.S. Bach, W. A. Mozart, F. Liszt, Albeniz e E. Satie e ainda, apresentará músicas em homenagem aos 90 anos do compositor Edino Krieger. O evento faz parte da programação do Projeto Música no Museu.

Programa – Para a noite da apresentação, a pianista apresentará o Prelúdio para órgão, de  J.S. Bach; a Sonata k 282, de W.A. Mozart;  Carrilhão Polonesa (Mazurka), de F. Liszt;  Córdoba El Puerto, de Albeniz e a obra Gymnopédie n°1, de   E. Satie. Além destas, Maria Helena irá tocar as famosas “Pintinhos no Terreiro” (chorinho) e “Tico-Tico no Fubá” (choro sapeca), de Zequinha de Abreu, um dos maiores compositores de choros do Brasil.

Sobre a apresentação, a pianista adianta, “o repertório da noite será um ‘Pequeno Passeio Pela História da Música’, começando com o barroco, seguindo para o romântico e classicismo e, chegando ao modernismo”.

Em comemoração ao aniversário de 90 anos do renomado músico e compositor brasileiro, Edino Krieger, Maria Helena também irá interpretar composições feitas pelo músico, intituladas Nina (Valsa) e Choro Manhoso. “Farei esta homenagem com peças muito especiais, pois Nina foi dedicada à primeira neta e o Choro Manhoso à sua irmã. Então, revelam o compositor em sua intimidade. ”

Os seguintes “chorinhos”, Pintinhos no Terreiro e Tico-tico no Fubá, de Zequinha de Abreu, foram escolhidos por serem composições emblemáticas da cultura brasileira. “Essas duas músicas, imortalizadas na voz de Carmem Miranda, completaram 100 anos há pouco tempo. Aliás, o Tico-Tico no Fubá tem sido tocado mundo a fora, em diversos arranjos e grandes teatros, como já fez a Filarmônica de Berlim”, explica a Maria Helena.

Carreira – Nascida em Belém, a pianista formou-se em piano pelo Conservatório Carlos Gomes, onde posteriormente fez parte do corpo docente e foi diretora interina. Integrou o coral Ettore Bosio, participando de concertos sob a regência de João Bosco da Silva Castro, Waldemar Henrique e Nelson Nilo Hack, e o Duo Pianístico da UFPa, que atuou no Pará e em outros estados, além de ter participado da Rede Nacional da Música (FUNARTE).

Mestra em Música pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, defendeu sua tese sobre músico Francisco Mignone, que compôs uma suíte especialmente para o assunto da tese da pianista.

Em relação ao fato de tocar fora do Brasil, a paraense afirma. “A nossa miscigenação enriquece a sensibilidade artística e aguça o ritmo. O paraense, em particular, nasce com a pujança de nossas riquezas naturais”. Ela acrescenta ainda, “procuro sempre tocar compositores brasileiros no exterior, pois nossos autores ainda são pouco conhecidos, mas, quando a público tem a oportunidade de ouvi-los, a comunicação e empatia acontecem naturalmente”.

Como solista e camerista, exerce intensa atividade, apresentando-se com sucesso, nas mais renomadas salas de concerto do país e no exterior.  A pianista tocou diversas vezes em Paris, tomando parte nas comemorações oficiais do Ano Internacional Villa-Lobos e do Ano do Brasil na França, com palestra e recital. Em suas turnês, apresentou-se em Londres, Amsterdam, Buenos Aires, Madri, Santiago de Compostela, Cuenca, Vigo, Guadalajara, Zamora, Campo de Criptana, Almansa, Albacete, La Roda, Vilaviciosa de Odon, Lisboa, Coimbra e Porto, algumas vezes como solista, outras, integrando o Duo Pianístico da UFRJ, que também realizou recitais nos Estados Unidos, na Áustria, Suécia (Sala do Trono do Palácio Real de Estocolmo), México e Alemanha (Copa da Cultura).

Para o crítico de música Eurico Nogueira França (Jornal do Commercio), a paraense é “uma das mais exímias pianistas brasileiras. Finura e elegância são os traços definidores da conduta instrumental que Maria Helena Andrade vem mostrando em assíduas apresentações em palcos nacionais e estrangeiros”, descreve o colunista.

Além de tantas apresentações, a pianista já gravou diversos discos, que receberam elogiosas críticas das colunas especializadas, inclusive da revista “Piano International” (Londres). Com a pianista Sonia Vieira, lançou os CDs Sarau de Sinhá e Brasil a 4 mãos.

Integrando o Trio d’Ambrosio, a pianista realizou o projeto FRANCISCO MIGNONE: documentação e registro sonoro da obra de seu heterônimo CHICO BORORÓ, apresentando-se em Belgrado, Madri e San Lorenzo de El Escorial.

Projeto – Promovido pela primeira vez em 1997, o Projeto Música no Museu dedica espaços a apresentações musicais e artes plásticas. O formato é alinhado com o que ocorre nos grandes museus do mundo. Atualmente, o Música no Museu promove cerca de 500 concertos por ano, de norte a sul do Brasil. Segundo o RankBrasil, o projeto tornou-se a maior serie de música clássica do país.

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Para maiores informações: 3347-0505 e 9983-0700.

 

 

May Ribeiro