Maria Helena Andrade: elegância e experiência ao piano

            

A Fundação Amazônica de Música tem o prazer em convidar a todos para a próxima apresentação de recital da pianista paraense Maria Helena Andrade que acontecerá no dia 12 de outubro (sexta-feira), às 19 horas, com entrada franca, na Sala Augusto Meira Filho-Arte Doce Hall (Av. Magalhães Barata, 1022 – entre 14 de abril e Castelo). A pianista irá interpretar composições do estilo barroco ao choro, o repertório incluirá J.S. Bach, W. A. Mozart, F. Liszt, Albeniz e E. Satie e ainda, apresentará músicas em homenagem aos 90 anos do compositor Edino Krieger. O evento faz parte da programação do Projeto Música no Museu.

Programa – Para a noite da apresentação, a pianista apresentará o Prelúdio para órgão, de  J.S. Bach; a Sonata k 282, de W.A. Mozart;  Carrilhão Polonesa (Mazurka), de F. Liszt;  Córdoba El Puerto, de Albeniz e a obra Gymnopédie n°1, de   E. Satie. Além destas, Maria Helena irá tocar as famosas “Pintinhos no Terreiro” (chorinho) e “Tico-Tico no Fubá” (choro sapeca), de Zequinha de Abreu, um dos maiores compositores de choros do Brasil.

Sobre a apresentação, a pianista adianta, “o repertório da noite será um ‘Pequeno Passeio Pela História da Música’, começando com o barroco, seguindo para o romântico e classicismo e, chegando ao modernismo”.

Em comemoração ao aniversário de 90 anos do renomado músico e compositor brasileiro, Edino Krieger, Maria Helena também irá interpretar composições feitas pelo músico, intituladas Nina (Valsa) e Choro Manhoso. “Farei esta homenagem com peças muito especiais, pois Nina foi dedicada à primeira neta e o Choro Manhoso à sua irmã. Então, revelam o compositor em sua intimidade. ”

Os seguintes “chorinhos”, Pintinhos no Terreiro e Tico-tico no Fubá, de Zequinha de Abreu, foram escolhidos por serem composições emblemáticas da cultura brasileira. “Essas duas músicas, imortalizadas na voz de Carmem Miranda, completaram 100 anos há pouco tempo. Aliás, o Tico-Tico no Fubá tem sido tocado mundo a fora, em diversos arranjos e grandes teatros, como já fez a Filarmônica de Berlim”, explica a Maria Helena.

Carreira – Nascida em Belém, a pianista formou-se em piano pelo Conservatório Carlos Gomes, onde posteriormente fez parte do corpo docente e foi diretora interina. Integrou o coral Ettore Bosio, participando de concertos sob a regência de João Bosco da Silva Castro, Waldemar Henrique e Nelson Nilo Hack, e o Duo Pianístico da UFPa, que atuou no Pará e em outros estados, além de ter participado da Rede Nacional da Música (FUNARTE).

Mestra em Música pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, defendeu sua tese sobre músico Francisco Mignone, que compôs uma suíte especialmente para o assunto da tese da pianista.

Em relação ao fato de tocar fora do Brasil, a paraense afirma. “A nossa miscigenação enriquece a sensibilidade artística e aguça o ritmo. O paraense, em particular, nasce com a pujança de nossas riquezas naturais”. Ela acrescenta ainda, “procuro sempre tocar compositores brasileiros no exterior, pois nossos autores ainda são pouco conhecidos, mas, quando a público tem a oportunidade de ouvi-los, a comunicação e empatia acontecem naturalmente”.

Como solista e camerista, exerce intensa atividade, apresentando-se com sucesso, nas mais renomadas salas de concerto do país e no exterior.  A pianista tocou diversas vezes em Paris, tomando parte nas comemorações oficiais do Ano Internacional Villa-Lobos e do Ano do Brasil na França, com palestra e recital. Em suas turnês, apresentou-se em Londres, Amsterdam, Buenos Aires, Madri, Santiago de Compostela, Cuenca, Vigo, Guadalajara, Zamora, Campo de Criptana, Almansa, Albacete, La Roda, Vilaviciosa de Odon, Lisboa, Coimbra e Porto, algumas vezes como solista, outras, integrando o Duo Pianístico da UFRJ, que também realizou recitais nos Estados Unidos, na Áustria, Suécia (Sala do Trono do Palácio Real de Estocolmo), México e Alemanha (Copa da Cultura).

Para o crítico de música Eurico Nogueira França (Jornal do Commercio), a paraense é “uma das mais exímias pianistas brasileiras. Finura e elegância são os traços definidores da conduta instrumental que Maria Helena Andrade vem mostrando em assíduas apresentações em palcos nacionais e estrangeiros”, descreve o colunista.

Além de tantas apresentações, a pianista já gravou diversos discos, que receberam elogiosas críticas das colunas especializadas, inclusive da revista “Piano International” (Londres). Com a pianista Sonia Vieira, lançou os CDs Sarau de Sinhá e Brasil a 4 mãos.

Integrando o Trio d’Ambrosio, a pianista realizou o projeto FRANCISCO MIGNONE: documentação e registro sonoro da obra de seu heterônimo CHICO BORORÓ, apresentando-se em Belgrado, Madri e San Lorenzo de El Escorial.

Projeto – Promovido pela primeira vez em 1997, o Projeto Música no Museu dedica espaços a apresentações musicais e artes plásticas. O formato é alinhado com o que ocorre nos grandes museus do mundo. Atualmente, o Música no Museu promove cerca de 500 concertos por ano, de norte a sul do Brasil. Segundo o RankBrasil, o projeto tornou-se a maior serie de música clássica do país.

Maria Helena Andrade - foto.jpg

 

 

 

 

 

 

 

Para maiores informações: 3347-0505 e 9983-0700.

 

 

May Ribeiro

 

 

 

 

 

 

 

 

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